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De que forma a pandemia afetou as empresas e os colaboradores?

A Covid-19 chegou à Europa em 2019 e, com a sua chegada, mudaram-se hábitos, mudaram-se vidas, quer a nível pessoal, quer a nível profissional.

A realidade das empresas foi igualmente afetada, de forma a poder sobreviver, as empresas foram obrigadas a adotar novas medidas, a adaptar-se a uma nova realidade, e a criarem um novo mindset.

Mas afinal, de que forma a pandemia afetou as empresas e os trabalhadores?

A pandemia não mudou apenas a relação que temos com as nossas casas, contribuindo significativamente também para a mudança na metodologia de trabalho adotada até à data, caracterizada por uma flexibilidade maior do que antes.

Esta será o futuro das empresas e dos trabalhadores: o trabalho será efetuado no escritório, em casa e em espaços de equipa.

Ao invés do trabalho efetuado exclusivamente no escritório, esta nova realidade apresenta 3 espaços diferentes, porém capacitados, prontos a responder a todas as situações e necessidades profissionais do trabalhador, de forma a tirar proveito do ambiente que o envolve, potenciando assim as suas capacidades na totalidade. Por exemplo: um dia de trabalho no espaço de equipa seria seguido de um dia de trabalho em casa e, posteriormente, um dia de trabalho no escritório, repetindo se o ciclo.

A pandemia obrigou o ser humano a reinventar-se, repensando em todas as suas tarefas, desde as mais básicas até às do seu quotidiano, acreditamos que esta mudança de mindset irá ter um impacto muito positivo, quer na felicidade do trabalhador, quer nos resultados da empresa.

Segundo uma comparação efetuada pelo Banco de Portugal relativa à atividade das empresas entre a primeira quinzena de fevereiro de 2021 e a primeira quinzena de abril de 2020, podemos constatar alguns dados interessantes.

Na primeira quinzena de Fevereiro de 2021 , 62% das empresas registou uma redução no seu volume de negócios, uma percentagem bastante "positiva" , tendo em conta que na primeira quinzena de Abril de 2020, foram 82% das empresas que registaram uma redução do seu volume de negócios, 43% das empresas registaram um volume de negócios igual entre as duas datas de comparação , sendo que 24% afirmaram obter um volume de negócios maior na primeira quinzena de Fevereiro de 2021, quando comparado com os valores obtidos no primeiro confinamento.

Cerca de 92% das empresas encontravam-se em funcionamento na primeira quinzena de fevereiro de 2021, um aumento de 10% quando comparado com a percentagem de empresas em funcionamento no primeiro confinamento. Na ausência de medidas adicionais de apoio e nas circunstâncias atuais, 68% das empresas estimam conseguir manter-se em atividade por um período superior a 6 meses, o que corresponde a um aumento de 43 pontos percentuais quando comparado com o primeiro confinamento (25%). Ao nível dos trabalhadores, 38% das empresas registaram uma redução de pessoal a trabalhar na primeira quinzena de fevereiro de 2021, um dado bastante significativo, quando comparado com a redução de 60% de trabalhadores registada no primeiro confinamento.

No que ao teletrabalho diz respeito, 72% das empresas possui um número de trabalhadores em regime de teletrabalho igual nas duas datas (primeira quinzena de fevereiro de 2021 e o primeiro confinamento), já 17% das empresas, na primeira quinzena de Fevereiro de 2021, apresentam um número de trabalhadores a operar em regime de teletrabalho superior aos do primeiro confinamento.

 

Como têm lidado as grandes empresas com esta situação?

 

Em algumas empresas como a PWC e a Google, o trabalhador terá a possibilidade de trabalhar num regime de teletrabalho até duas vezes por semana. No caso da PWC, a empresa fornece oito tardes às 6as feiras (entre 1 maio até 30 setembro) para os funcionários passarem tempo com a família ou dedicarem se aos seus projetos/hobbies.

Já a deutsche bank vai mais longe, permitindo aos seus trabalhadores operar num regime de teletrabalho até 3 vezes por semana.

Empresas como a Microsoft, Twitter e Spotify também adotaram uma nova postura e metodologia de trabalho. No caso da Microsoft, os trabalhadores poderão trabalhar a tempo inteiro em causa (estando esta decisão dependente de aprovação de gabinetes superiores), o Twitter e o Spotify seguiram o seu exemplo, oferecendo aos seus funcionários a possibilidade de trabalhar em casa, no escritório, ou num regime misto.

 

Conclusão

 

A Covid-19 veio transfigurar por completo o nosso quotidiano, a nível pessoal e profissional. Atendendo às necessidades dos trabalhadores, a grande maioria das empresas adotou o regime de teletrabalho/misto. Inicialmente visto como uma "solução temporária" devido à situação pandémica, foi ganhando espaço e reconhecimento dentro das empresas, que rapidamente perceberam os benefícios deste mesmo regime, quer na perspetiva do trabalhador, com o aumento de produtividade justificado pelo ambiente que o envolve, quer na perspetiva da empresa, que viu um aumento dos seus resultados fruto da melhoria da produtividade dos seus trabalhadores.